segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estratégia: do inglês strategy, do francês stratégie, do latim consilium...

Recentemente, a corrida pela presidência ganhou uma nova equipe. Marina Silva, cuja criação do seu partido foi barrada pelo Tribunal Eleitoral, se uniu a Eduardo Campos (PSB) na disputa pela Faixa Presidencial em 2014. A meu ver, isso mostra que os dois sabem jogar xadrez muito bem, e que o sistema é foda, mas ainda pode ser dobrado.

Digo jogar xadrez muito bem porque esta é apenas uma das muitas jogadas inteligentes que Eduardo Campos vem fazendo na sua caminhada pra ser presidente. Conseguiu desmembrar a forte aliança que o PT tinha em PE, construiu obras faraônicas pra encher o guia eleitoral, elegeu um dos seus secretários como prefeito de Recife. Com isso, conseguiu índices de aprovação estratosféricos, que formaram as bases da sua campanha. Apesar das redes sociais mostrarem o tempo todo as mazelas que Dudu vem fazendo por aqui, ainda não é o suficiente para manchar a imagem dele a nível nacional. Ainda.

A última jogada do "Governator" foi trazer Marina Silva pra sua chapa. Marina e seus 20 milhões de votos da eleição passada. Isso vai acrescentar um peso enorme pra candidatura de Eduardo e ao mesmo tempo, coloca Marina de volta ao jogo.

O sistema é foda porque o Capitão Nascimento disse, então é lei barrou o único partido em potencial que tinha uma ideologia diferente da bipolaridade (que na verdade é unipolaridade) que há anos existe no Brasil (alguém suspeita de manobra política?). Marina corria o risco de ficar fora do jogo e teríamos mas 4 anos de mesmice e caminho livre pro PT fazer o que quiser.

Mas ele ainda pode ser dobrado, já que com essa jogada dos dois, temos um páreo interessante pra Dilma. A estratégia a meu ver foi boa e se assemelha muito ao Cavalo de Tróia. Pessoas infiltradas no sistema, influenciando e agindo, fazendo o sistema implodir, algo parecido com que Dudu fez por aqui pra quebrar o PT. Marina traiu o movimento? Não. Apenas está jogando o jogo pelas regras deles. Para o bem ou para o mal, atualmente é o que funciona. E é muito mais efetivo do que jogar o jogo fazendo parte de um grupo que é sabidamente "contra" o sistema e que vai encontrar muito mais dificuldades pra fazer o que ela quer (ou precisa). E se ela fosse traidora mesmo, ela iria para os partidos tradicionais na disputa (PT e afiliados). Ela escolheu um partido novo, uma cara nova, pois desta maneira é muito mais fácil associar sua imagem  com a mudança que ela tanto quer fazer.

Também não é pra confiar cegamente... Afinal, o jogo dos tronos ainda está sendo jogado. Aguardemos os próximos movimentos...

Nenhum comentário:

Postar um comentário